sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sobre solidão e guardados

Mas ao que nada espera tudo que vem é grato.
(Fernando Pessoa)
Trago no bolso cinco reais , um trident e algumas poucas lembranças.E como se pudesse traficar tudo isso,continuo guardando cada guardanapo pq é sempre bom lembrar na rua,no banco da praça, no mercado central.Que eu fiz cartas recentes com intuito de entregar um dia.E no meio de meia criatividade eu ainda continuo tímida e com vontade de desistir.
Que me vem uma lágrima descendo do olho esquerdo e,como agora,fico quietinha embaixo do edredom,esperando o tempo passar pra retornar minha alegria fixa.
Achei que era fácil crescer,as pessoas pareciam ser sempre coerentes e cheias de liberdade.Mas eu não sabia que existiam contas a pagar,amores mal resolvidos,interesses sociais,e o colorido dos outdoors ficariam desinteressantes.
Que o domingo tá cinza e eu nem sei quando vou levantar.
Talvez o que falta ainda não exista e, meu apreço por solidão seja passageiro,assim como pote de sorvete napolitano que devorei em um tempo curtissimo.Talvez eu ainda não me conheça e precise de ajuda, de uma coca-cola,ou um cafuné demorado.Eu nem sabia que podia ser tão melancólica.As vezes fico assim triste,procurando frases nas paredes.E com esse vazio de pessoas e cansaço de ilusão.Querendo coisas concretas entende? daquelas que agente pega,cheira, morde e não esta a venda em uma prateleira.Ou talvez eu precise de uma dose homeopática de amor,pq ele não é pra sempre mas,o tempo que dura fica diverdade,não mente nem julga,é cauteloso ao reclamar.
No meu bolso sempre vai caber mais alguma coisa,importante ou não.E algumas delas eu sempre vou misturar a moedas,gastar e esquecer com o tempo por causa do ciclo de mudanças. Pessoas são sempre tão relativas,imensas demais.
As vezes gostaria de ser frenética igual ao barulho na rua nos dias de sol.Mas hoje, só quero ficar aqui ouvindo a chuva,tá friozinho,e tudo tá tão calmo,até os quadros na parede parecem dormir.
É nessa horas que eu percebo que preciso apenas de uma xícara de café com pouco açúcar pra ficar bem.Mas só hoje.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

...

Talvez agente se veja na esquina em frente a padaria e,se enxerguem.Talvez você me olhe por dentro como eu sempre te ví. Talvez eu te encontre com dor de cabeça, nariz vermelho,voz rouca,cabelo bagunçado,lindo.Pq ainda não esqueci do lirismo,do samba,nem da proteção.
Que eu não me envolvo tão fácil,ou pelomenos fingo.Minha pupila não dilata nem o coração bate forte,mas isso só quando você tá longe.
Você sempre vai embora e,eu sempre te espero voltar.Mesmo que tarde,com sol indo embora,bonito pra chover.
E talvez seja ritual e eu não tenha nada a fazer pq meu coração não deixa.
Você poderia me amar,eu aceitaria se fosse essa noite.Pq o amor por mais cego que seja é sacana.Dá aquele direito de dizer coisas sem sentido,resmungar ,esmiuçar dialogo.
O real é que você me faz levantar os olhos feito boba,pq é alto e tem furinho no queixo.Possui as sobrancelhas ligadas e,rí com olhos.
Que teu corpo é capaz de ser o embrulho do meu. E talvez novamente eu esteja errada pra caralho,imitando o amor,querendo optar por sentir alguma coisa boa ou não,vai saber.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

...

E quando anoitece é pq já é quase hora de dormir.Mesmo com amor longe da porta as mãos sempre suam .Essa ansiedade não existiria se eu acreditasse em horoscopo, ou me possuísse literalmente nas várias feições frenéticas de uma rotina louca.É como se me transformasse em duas pessoas,uma ao dia e outra a noite.
Se corre o tempo todo,acho que preciso de aulas de defesa pessoal mas,não tenho como me defender das minhas vontades,do meu faz de conta.Logo,não adiantaria .Algo diz que o silêncio é necessario e,me conforta ouvir o barulho do vento batendo nas poucas folhas da arvore ao lado então,me atento a flor na janela e,por um instante me permito pensar no vazio que só pode ser preenchido com antidepressivos,três ou mais doses de vodka ou sua presença.
Há um livro no cantinho da mesa,com a capa amassada, marcando a terceira página após a biografia.No meio,bem no meio,uma fotografia em tamanho normal,na cor preto e branco,ressaltando algum novembro.E ao me encostar na forra da porta derrepente eu fecho os olhos e passo a sentir a ponta dos dedos tocando seu rosto e,desenhando todo ele,me fazendo parar de escutar o barulho do vento nas folhas e o restante do mundo.
As chaves continuam fixas na porta como antigamente,é de costume,ao abrir de próposito ou não,ela faz um barulho medonho anunciando uma chegada,ainda como antes,só que sem flores,fanta uva nem abraço quente.
E com uma sonora falta de paciência onde só me falta rabiscar paredes,tapeio a vida e...durmo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Lembrando

"Às vezes sinto falta de mim.
-Eu também, menina.
-Sente falta de si?
-Não, de você. E dói.
[Silêncio]
-Me abraça?
-Sempre."


(Caio Fernando Abreu)


=Pq lembrar faz bem.

domingo, 12 de setembro de 2010

Segundo Guimarães Rosa...

E confirmado pela própria:






"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. "

Boa semana :I

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não suportando aquela tampa sempre mijada,a mulher determinou:

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P.S: Essa imagem representa a dificil convivência semanal com sexo oposto (Mesmo que não permanente).Pq para eles algumas coisas são complicadas para entender e outras,nem tanto.
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Boa semana a todos =)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

"E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo.
E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado."

(Tati Bernardi)


P.S: E que venham mais três,mais três e depois mais três.